Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

UM HOMEM SENTADO

UM HOMEM SENTADO
 
   DIA 7 DE JANEIRO DE 1982. «ERA UMA QUINTA-FEIRA.»
CARLOS FRAZÃO VAI ALMOÇAR A CASA, EM CORVACHIA, LEIRIA, COMO SEMPRE. VAI DEPRESSA, COMO TODOS OS DIAS; VOA, NA INSCONSCIÊNCIA DOS 18 ANOS, NA ARROGANTE  IMORTALIDADE DOS 18 ANOS. OUVE O ROSNAR DA MOTA, O VENTO SOPRA-LHE FORTE NOS CABELOS. E O FRIO. UM FRIO QUE CORTA AS MÃOS E ENTORPECE OS MÚSCULOS DA CARA. MAS O PISO ESTÁ HÚMIDO, ESCORREGADIO, E CARLOS SENTE AMOTA A ESCORREGAR, A DESOBEDECER, A NÃO FAZER A CURVA. O CORPO TOMBA, EMBATE NUM AUTOMÓVEL, E OS PENSAMENTOS CORREM EM ATROPELO: «AGUENTA-TE! É PRECISO SABER CAIR.» E OS OSSOS DE REPENTE DE PAPEL, AS PERNAS DEBAIXO DO CORPO, UMA CONFUSÃO DE MEMBROS FORA DO SÍTIO, UM CORPO JOGADO NO CHÃO, FEITO MARIONETA SEM DONO.
        CARLOS SOUBE LOGO. TALVEZ NÃO SOUBESSE TUDO, TALVEZ NÃO QUISESSE AINDA SABER TUDO. MAS O PESO MORTO DAS PERNAS, AQUELA IMOBILIDADEPERSISTENTE DOS PÉS, FÊ-LO PENSAR O PIOR. NA AMBULÂNCIA, TENTARAM ANIMÁ-LO, CHAMARAM-NO PELO NOME: «ENTÃO, CARLOS, ISSO É QUE FOI, HEM?» MAS AS PERNAS, AQUELA DESOBEDIÊNCIA DAS PERNAS PREOCUPAVA-O DEMASIADO PARA SE DETER EM CONVERSAS. «NÃO ME DIGAM QUE FICO ALEIJADO?» E OS BOMBEIROS A FUGIREM AO ASSUNTO: «QUAIS QUÊ, ALEIJADO?» OS BOMBEIROS OLHARAM-SE DE SOSLAIO. «NÃO VAMOS PENSAR NO PIOR, CARLOS.» OS BOMBEIROS TAMBÉM A TEMEREM O PIOR, MAS A DIZEREM LIGEIREZASPRÓPRIASPARA ALIGEIRAR: «UMA QUEDA E TANTO, HEM, CARLOS.»
         DO HOSPITAL DE LEIRIA TRANSFERIRAM-NO PARA COIMBRA. ESTEVA EM COMA TRÊS DIAS, E QUANDO ACORDOU, SOUBE QUE O SEU CORPO ERA UMA ESPÉCIE DE PUZZLE POR COMPLETAR: FRACTURA DA COLUNA, VÁRIAS COSTELAS PARTIDAS, PERNA DIREITA COM FRACTURA EXPOSTA, PERNA ESQUERDA PARTIDA, CLAVÍCULA PARTIDA. ASSIM QUE ACORDOU, NUMA OBSTINAÇÃO DE QUEM INTUI, FEZ FORÇA PARA MOVER OR DEDOS PRIMEIRO,OS PÉS DEPOIS, AS PERNAS EM SEGUIDA. CARLOS OLHOU EM REDOR, PROCUROU OS OLHOS DOS MÉDICOS, PROCUROU OS OLHOS DOS ENFERMEIROS, MAS FOI NO OLHAR TURVO DA MÃE QUE ENCONTROU A RESPOSTA. ESTAVA PARAPLÉGICO.
         PASSARAM 25 ANOS. MAS A IMPOSSIBILIDADE DAQUELA CURVA, O CORAÇÃO DESTEMPERADO, AS MÃOS SUBITAMENTE QUENTES E SUADAS, TUDO ISSO CARLOS FRAZÃO SENTE COMO SE TIVESSE ACABADO DE ACONTECER. DIZ QUE NÃO TEVE NEM UM MOMENTO DE DESESPERO. CALA. RECUA. CORRIGE. QUE SIM TEVE. MAS FOI BREVE. DIZIAM-LHE OS MÉDICOS QUE PODERIA PODERIA RECUPERAR. FALAVAM-LHE EM PERCENTAGENS, E, MESMO SEM TER PASSADO DO 5ºANO DE ESCOLARIDADE, CARLOS FRAZÃO SABIA QUE 90% DE HIPÓTESES DE VOLTAR A ANDAR ERAM MUITA ESPERÂNÇA PARA BAIXAR OS BRAÇOS.
         AS HORAS SEGUINTES PASSARAM DEVAGAR. OS DIAS SEGUINTES PASSARAM DEVAGAR. OS MESES QUE SE SEGUIRAM NÃO TIVERAM PRESSA. TREZE MESES FOI O TEMPO QUE VIVEU NO HOSPITAL DE COIMBRA A TENTAR RECONSTRUIR O SEU CORPO FEITO PUZZLE. E DEPOIS DE COIMBRA, MUDOU-SE PARA O HOSPITAL QUE ARREPIA SÓ DE SE ESCUTAR O NOME. ALCOITÃO.
        AOS 18 ANOS, A VIDA DE CARLOS FRAZÃO VIROU-SE DO AVESSO. EM ALCOITÃO ARRASTOU AS PERNAS MORTAS COM A FORÇA DOS BRAÇOS EM BARRAS DE FERRO, FORÇOU O CORPO PARA O OBRIGAR A REAGIR, E TORNOU A FORÇAR, LOTOU CONTRA OSSOS E CONTRA MÚSCULOS E CONTRA CARNE ATÉ DESCOBRIR MELHORAS, ATÉ SENTIR TODOS OS DIAS QUE ERA UM POUCO MAIS AUTÓNOMO, EM NOVE LONGOS MESES DE PEQUENAS-GRANDES CONQUISTAS. FEZ GINÁSTICA, NADOU, JOGOU BASQUETEBOL. ACOSTUMOU-SE À CADEIRA DE RODAS. HABITUOU-SE A OLHAR O MUNDO DE BAIXO PARA CIMA, SEM QUE ISSO LHE CAUSASSE O DANO QUE VIU CAUSAR A OUTROS COMPANHEIROS DE INFORTÚNIO.
       «NUNCA SENTI QUE ERA UM TIPO NUMA CADEIRA DE RODAS, SABE? O QUE NÃO TEM REMÉDIO REMEDIADO ESTÁ», DIZ. «E EU PERCEBI QUE, A PARTIR DO ACIDENTE, IA PASSAR A ANDAR SENTADO. SEMPRE SENTADO. E PRONTO. FOI ISSO QUE PENSEI E É ISSO QUE PENSO. SOU UM HOMEM IGUAL AOS OUTROS. SÓ QUE ESTOU SENTADO.»
        O MOMENTO DO REGRESSO A CASA, SIM, FOI DURO. A CADEIRA A ATOLAR-SE NA LAMA DA ENTRADA, OS DEGRAUS IMPOSSÍVEIS JUNTO Á PORTA, A MISERÁVEL AUSÊNCIA DA CASA DE BANHO. E O PAI, «DEUS O TENHA EM SOSSEGO», SEMPRE A FAZÊ-LO SENTIR A CULPA DE NÃO TER TIDO JUÍZO, DE SER DEMASIADO ALEGRE, DEMASIADO INRRESPONSÁVEL, O PAI QUE SEMPRE VIVERA COM AUSTERIDADE, CASA-TRABALHO, TRABALHO-CASA, O PAI A SUSPIRAR COM O ESTADO DO FILHO, A IMPACIENTAR-SE COM A CADEIRA, COM OS DEGRAUS, COM A LAMA. CARLOS, FILHO DE GENTE HUMILDE, PASSARA 22 MESES EM «HOTÉIS DE LUXO», ENTRE IGUAIS. AGORA, SIM, SENTIA-SE DIFERENTE.
           POR SER TÃO GRITANTE E TÃO OBSCENA A JUNÇÃO ENTRE A MISÉRIA E A DEFICIÊNCIA, HOUVE QUEM SE JUNTASSE PARA AJUDAR. GENTE DA FREGUESIA, AMIGOS, SEGURANÇA SOCIAL, ANÓNIMOS. TODOS DERAM UMA MÃOZINHA, E A CASA QUE DIFERÊNCIAVA CARLOS TORNOU-SE SUA OUTRA VEZ. UMA ENTRADA EM PEDRA, SEM LAMA, UMA RAMPA A DAR PARA A PORTA, UMA CASA DE BANHO CRIADA DE RAIZ PARA QUEM, COMO ELE, É UM HOMEM SENTADO.
           CARLOS PODIA TER FICADO A LAMENTAR-SE. COMOVIDO COM A AJUDA DOS SOLIDÁRIOS, PODIA TER-SE ACOSTUMADO À MÃO ENTENDIDA, PRONTA A RECEBER, SEM FAZER MAIS DO QUE EXIBIR O ÓBVIO, DUAS PERNAS SEM PRÉSTIMO E UMA CADEIRA DE RODAS.
           MAS NÃO. NUNCA. APAIXONADO PELA MECÂNICA RECOMEÇOU DEVAGARINHO. EM CASA PRIMEIRO. A ARRANJAR MOTORES DE REGA E BETONEIRAS. A INVENTAR ENGENHOCAS QUE DAVAM CERTO. ATÉ QUE UM COLEGA O DESAFIOU PARA SAIR DA TOCA: «ANDA VEM TRABALHAR COMIGO.» E ELE, DOIDO PELA VIDA, DOIDO POR QUE A VIDA O CHAMASSE, FOI. PREPAROU CARROS PARA RALIS, JIPES PARA TODO-O-TERRENO. «DEPOIS, PENSEI CHEGAR MAIS LONGE. E COMECEI A TRABALHAR POR MINHA CONTA NA OFICINA DE UM PRIMO.»
           CORRIA O ANO DE 1988, CARLOS LEVANTAVA-SE DE MANHÃ CEDO, ARRANJAVA-SE E IA PARA O TRABALHO. TORNOU-SE BOM. MUITO BOM. ESPECIALIZOU-SE EM ADAPTAR CARROS PARA DEFICIENTES, E SÓ PECAVA POR NÃO COBRAR ÁS VEZES TANTO COMO DEVERIA. TRABALHAVA POR AMOR À CAMISOLA. DE MANHÃ À NOITE. TIROU CURSOS DE FORMAÇÃO, LEU E RELEU LIVROS, SEMPRE NA ÂNSIA DE, COMO DIZ E REPETE, «CHEGAR MAIS LONGE».
           NO ENTRETANTO, OS AMORES. ENDIREITA-SE NA CADEIRA PARA CONFESSAR QUE NUNCA LHE FALTARAM. SORRI E DESVIA O OLHAR, NO EMBARAÇO DA SUA PRÓPRIA VAIDADE, MAS REAFIRMA QUE SIM, SEMPRE TEVE «MUITO CONVÍVIO COM MUITAS MULHERES», E QUE A CADEIRA NUNCA FOI UM ENTRAVE, QUAIS QUÊ, ELE É UM HOMEM IGUAL AOS OUTROS, SÓ QUE SENTADO. DEPOIS, MAIS A SÉRIO, EXPLICA: «APESAR DE SER PARAPLÉGICO, NÃO TENHO UMA LESÃO MEDULAR, TENHO UMA PRESSÃO MEDULAR, O QUE SIGNIFICA QUE CONTROLO OS ESFINCTERES E NÃO TENHO QUALQUER PROBLEMA DE IMPOTÊNCIA, O QUE AJUDA, CLARO! MAS AINDA QUE TIVESSE, ACHO QUE HÁ SEMPRE MANEIRAS DE DAR A VOLTA AO TEXTO, NÃO É? BASTA TER IMAGINAÇÃO… E VONTADE DE VIVER.»
           FOI COM A VONTADE DE VIVER QUE NUNCA PERDEU, NEM MESMO QUANDO, AOS 18 ANOS, A VIDA SE VOLTOU DO AVESSO, QUE CARLOS CONHECEU ISABEL. NO DIA 14 OUTUBRO DE 1997, NO CASAMENTO DA IRMÃ, PERGUNTOU-LHE: «VAMOS BEBER UM COPO OS DOIS QUANDO ISTO ACABAR.» ELA DISSE QUE SIM. MAS NÃO NEGA QUE PENSOU: «XOU! O QUE É QUE ESTE COXO QUER IR FAZER MAIS EU?» A DESCONFIANÇA SOÇOBROU PERANTE A GRAÇA DE CARLOS. «RENDI-ME AO ATREVIMENTO DELE. Á FORMA NATURAL DE ESTAR. COMO QUALQUER OUTRO HOMEM.»RENDERAM-SE UM AO OUTRO. COMPRARAM UM APARTAMENTO PRIMEIRO, UMA MORADIA DEPOIS. VIVEM JUNTOS HÁ DEZ ANOS COM O FILHO DELA, QUE É COMO SE FOSSE DELE, TAL É O QUE SE SENTE UM PELO OUTRO. HOJE, A CASA NEM PARECE A MESMA, COM TANTO QUE CARLOS JÁ LHE ACRESCENTOU. NO PISO TÉRREO, FUNCIONA A SUA OFICINA. CARLOS FRAZÃO É UM DOS TRÊS INSTALADORES DE CARROS PARA DEFICIENTES NO PAÍS CERTIFICADOS PELA LUSOTÉCNICA (CONFECÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA ORTOPEDIIA TÉCNICA). TIROU UM CURSO EM FARO E OUTRO EM BADAJOZ, E NÃO TENCIONA FALHAR OUTROS CURSOS QUE SURJAM DESDE QUE SEJA PARA «CHEGAR MAIS LONGE».
          MAS COMO A VIDA NÃO É SÓ TRABALHO, SEMPRE QUE TEM TEMPO CARLOS DEDICA-SE AOS DESPORTOS MOTORIZADOS. RALIS, KARTS, TODO-O-TERRENO, MOTO-4.
           NO VERÃO DE 2005, O INFERNAL INCÊNDIO QUE CONSUMIU BOA PARTE DO CENTRO DO PAÍS, E LEIRIA EM PARTICULAR, ANDOU A LAMBER-LHE A CASA. E AS CASAS DOS VIZINHOS. CARLOS DESDOBROU-SE, REINVENTOU-SE, NÃO DESCANSOU. ANDOU DIAS NUMA RODA-VIVA, A TRANSPORTAR LEITE E ÁGUA E COMIDA NA SUA MOTO-4 PARA AJUDAR AS POPULAÇÕES E OS BOMBEIROS. NUMA DESSAS VIAGENS, PAROU PARA CONVERSAR COM GRUPO DE AFLITOS QUANDO VIU UM MIÚDO CORRER EM DIRECÇÃO A UMA RUA SEM SAÍDA E DEMASIADO PRÓXIMA DA FRENTE DO FOGO. TEMEU O PIOR. ACELAROU EM DIRECÇÃO À RUA E, AO CHEGAR CONSTACTOU QUE A CRIANÇA JÁ ESTAVA DEITADA NO CHÃO, SEMI-INCONSCIENTE, RODEADA POR LABAREDAS DO TAMANHO DE PRÉDIOS. AGARROU-A, POUSOU-A NA MOTA E ARRANCOU, DESAUVORADO. SEM QUE SE TIVESSE DADO CONTA, UM OUTRO RAPAZ SALTOU TAMBÉM PARA A MOTA, ÚNICA FORMA DE ESCAPAR DALI. CARLOS FRAZÃO TORNOU-SE O HERÓI DA TERRA AO SALVAR DAS CHAMAS DUAS CRIANÇAS. MAS PARA MUITOS ELE JÁ ERA UM HERÓI. POR SE TER SALVO A SI PRÓPRIO QUANDO PODIA, SIMPLESMENTE, TER DESISTIDO.
"CITADO DE: SÓNIA MORAIS SANTOS NAS SELECÇÕES READER´S DIGEST DE MAIO2007"
Publicado por alfredocr às 20:15
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6 comentários:
De Bianca a 8 de Junho de 2007 às 11:14
...comovo-me ao ponto de as lágrimas me razarem os olhos e ficar com pele de galinha... só consigo pensar: "Grande Homem"... grande homem mesmo. Um exemplo de Vida e Coragem, dedicação e garra... enfim... um grande Homem.
Beijinho grande, e TUDO de bom


De alfredocr a 8 de Junho de 2007 às 13:31
BIANCA
É DE FACTO UM GRANDE HOMEM...
OBRIGADO POR TER COMENTADO
UM BEIJINHO TAMBÉM PARA SI...

ALFREDO RIBEIRO


De mghorta a 22 de Junho de 2007 às 18:00
Boa iniciativa, bom 'blog' e parabéns pela argomia do mesmo...

cumpts


De alfredocr a 23 de Junho de 2007 às 04:08
CARO MGHORTA:

OBRIGADO PELO COMENTÁRIO...É BOM SER INCENTIVADO COM OS ELOGIOS...
UM ABRAÇO
ALFREDO RIBEIRO


De mghorta a 23 de Junho de 2007 às 16:10
Não tem nada a agradecer, porque me parece que neste mundo 'virtual' os muitos é que fazem algo de jeito, e todos juntos somos fortes.

http://mghorta.blogspot.com


De Carina Santos a 21 de Abril de 2015 às 00:03
Todos fazemos o muito, e serei mais alguém a apoiar estou lacrimejando não de tristeza mas de alegria por saber que tenho pessoas maravilhosas ao meu redor. <3


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